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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

IBA A SAUDAÇÃO SAGRADA DO POVO YORUBA



IBA, É UMA SAUDAÇÃO SAGRADA DO POVO YORUBA, TIREI DE UM TRECHO DO LIVRO DE SIKIRÚ SALAMI (KING)- EXU !

" ÌBÀ ÈSÙ "


Ilê ógéré, ´íbá
Íwo náá ni a ó kókó te,
Ki á to te omi,
Èsù òdàrà, ìbà
Ìbà ògànjó
Ìbà àsèsèyo òòrùn
Ìbà ìwo òòrùn
Ìbà akódá
Ìbà asèdá,
Ti nse ebora ayé
Ìbà Èsù ni á ´njú,
Ki á tò bo Òrìsà,
Mo dúró, mo júbà, Èsù
Mo bèrè, mo júbà, Èsù
Mo dòbálè, mo júbà, Èsù
Mo júbà okùnrin
Mo júbà obìrin,
Mo júbà omodé,
Mo júbà àgbà
Ìbà gbogbo yín kí ´nto mú awo se
Mo wá láti wá júbà re, Èsù
Alágbára aláse Omo Elédùnmarè
Ìbà ni tíre o, Elégbara
Ìbà ni tíre o, Èsù
Á! Ìwo Elégbara
Ebora Olówó ìjà
Asòtún, sòsì,
Láì nì ìtíjú
Ésù Òdàrà jé òwúrò mi ó sàn mi.
Èsù Òdàrà jé alé mi ó sàn mi
Èsù Òdàrà ti ´njé Látoopa
Elépo lénu
Òdàrà ti ´njé Elégbàrà
Ayí kóndú sí èyìn eléyìn
Okùnrin ònà,
Okùrin Ogun
Onílé Oríta
Àgbà Òrìsà a sòrò àná di òmíràn
Láaróyè o!
Omi lèrò Iná
Epo lèrò Èsù
Ìbá mi nàá fún èyìn ìyá mi òsòròngà
Apani máyoda;
Olókìkí òru
Ìkóríta méta áyé tòun òrun, ìbà
Eyìn ayé e má da ilé mi o
Nkò ní dá ti yìn náà o
Ení bá dalè, kì ilè mú loo o
Èsù Aláse òrìsà
Òun ló se alákòso wá
Létí odò òdáleberu
Légbé yèyé àti pèrègún
Omo odò náà re o,
Kò tìí gbé o
Yèyé etí odò náà re o
Kò tìí gbé o
Pèrègún etí odò nàá re o
Kò tìí gbé o
Ewé orí won-on kò tí wo ewé o,
Èsù má je orí mi, elédàá mi
O sín mí sílé o.
Mo tún nfìbà fún àwon òkànlènígba imalè
Tí won ´nse òjísé Elédùnmarè
Ìbà Èsù Láàlú
Eni ti é ngba àse lówó ré
Légbara
Ìrawo àkóda
Omo Elédùnmaré
Ìwo ló pa oko sínú Iná
Ó pa ale si ìdi àrò
Ó tún wá pa íyàwó si eyìn ilé
Ìbà re, Èbìtì okùnrin
Má pa mi,
Má si pa ènìyàn, símí lórùn o,
Èsù Láàlú, mo yílè
Èrù re ba mi,
Ìwo ebora, olówó èjè,
Mo júbà re o,
Oba àwon imalè
Eni ti kò mò é,
Ní ´npè é, ní oníkùmo
Èmi nì orìgbémilékè
Omo Èsù Òdàrà,
Ki ohun burúkú ó parada láyé mi o
Èyin okànlènígba ebora inú ayé
Ìbà yín o
Mo tùn júbà ogànjó
Tí nse Omo ìyá òru
Olójó òní ìbà,
Èsù gànràngàràn
Ti mo nwò yìí
Ti nse aya ojú, ìbà
Èsù Òdàrà ìràwò àkódá
Sebí ìwo ló ni
Àse ebo lówó
Bí nba rúbo nkó o ?
Jê ebo mi ó dà o
A jebo, jê ebo mi ó dà, a jebo
Mo tún njúbà òÒrùn
Èyí ti nse aya òwúrò kùtú
Orí mi
Elédàá mi
Ìbà re o
Igi hu nínú igbó
Orí ilè ni
Ada nsisé, orí ilê ni
Oko nsisé orí ilê ni
Àyànmó nàá nkó o,
Orí ilè nàá ni
Lègbara mo júbà re o
Má jê ilê yìí ó yo,
Móó mi lese o,
Agbada níí ngbó ohùn àkàrà,
Légbara wá gbo ohún mi o
Ìbà omi ni à njù, ki á to sode
Ìbà náà ni à njú, ki á to pa eye
Bi omodé ba dé ibi òrò
Láì juba, àwon Ìyá- mògún
Àwon Ìyá-mògún
Pélù àse Èsù Òdàrà
Wón a fi orí e télè àpò
Èsù Láàlú mo juba re o
Mo tún júbà èyin Ìyá mi Òsòròngà
Òpìkí elésè osùn
Ajèfun jèdò
Èsù má jèé àwon Ìyá-mògún
Fí orí télè àpó
Ki nlè gbó, bi ogbó
Ki ntó
Ki ojó ayé mi ó dale o,
Eyìn òkànlénírinwó imalè náà nkó ó?
Ìbà ní mo njé
Isé kó ni mo rán yin
Bi mo tilè rán yin
E má se àì kò jé mi o
E má gbàgbé mi o,
Àgbàdo ki pa Omo kó gbàgbé ìrùkèrè
Èsù Láàlú,l ìbà re o
Je ilê ayé mi ó sàsn mi
Ki o tu mi nègennègen
Mi omi ódò afòwúrò pon o
Èsù Òdàrà kásè nlè,
Ki nríbi lo,
Èmi lomo àró gìdìgbà
Ti ´nbò lona.
Láàlú, má tun jokòó Le Omo mi
Èsù má se mi, Omo elómíràn ni o se
Èsù Láàlú mo júbà re o
Ìbà àyé o, Ìbà Èsù.

Saudação a Iba Exu

Terra, cujo poder se espalha por todo o universo, eu te saúdo!
É sobre você que se caminha primeiro,
Antes de se entrar na água.
Exu Odara eu te saúdo!
Eu saúdo a madrugada!
Saúdo o sol nascente!
Saúdo o sol poente!
Saúdo os primórdios da existência!
Saúdo os criadores da existência!
Eles são os veneráveis do universo.
Eu saúdo Exu, que deve ser louvado
Antes dos demais orixás.
Em pé, eu saúdo Exu.
Agachado, eu saúdo Exu.
Prostrado no chão (dando ìdòbálé), eu saúdo Exu.
Eu saúdo a força vital masculina!
Saúdo a força vital feminina!
Saúdo a força vital das crianças!
Saúdo a força vital dos anciãos e sábios!
Saúdo a todos vocês antes de iniciar o awô!
Antes de iniciar os rituais.
Venho especialmente saudar você Exu,
O poderoso, senhor do axé, filho de Eledunmare.
Esta saudação é pra você Elegbara!
Oh! Esta saudação é pra você Exu!
Ah! Você Elegbara,
O venerável que detém em suas mãos o poder de gerar e apaziguar discórdias,
Que joga tanto do lado direito quando do esquerdo,
Sem nenhum constrangimento.
Exu, que está sempre presente, ou imparcialmente, dos dois lados. Tanto do lado vencedor, quanto do lado do derrotado. Protege o agressor e a vítima.
Exu Odara, faça com que minha manhã me seja favorável!
Minha manhã: refere-se à juventude ou ao início de um trabalho ou de uma jornada.
Exu Odara faça com que minha noite me seja favorável!
Minha noite: refere-se a velhice ou a conclusão de um trabalho ou de uma jornada.
Denota ter consciência e contato diário com o fato de a vida ser organizadas em ciclos e de ser a morte uma certeza.
Exu Odara que se chama Latopá!
Que come dendê.
O dendê neutraliza energias negativas e acalma ânimos, favorecendo, assim, a apreensão dos acontecimentos. Exu ao receber dendê, adquire condições para neutralizar as energias negativas, revigorara as positivas e favorecer a apreensão do sentido das coisas, ou seja, cria condições para que a pessoa julgue com discernimento.
Odara, que se chama Legbára,
Que pousa nas costas dos outros.
Pousa nas costas dos outros: expressão cujo sentido é o de acompanhar para indicar os caminhos e para defender.
O homem dos caminhos.
O homem da guerra,
Guerra, neste contexto, significa todo e qualquer desafio da existência.
Que zela pelo tempo e pelo espaço, cuida das casas e das encruzilhadas.
Orixá velho que altera os acontecimentos do passado.
Exu altera acontecimentos do passado, isto é, favorecer a recuperação do que foi perdido e transforma tristezas em alegrias.
Oh! Laroiê!
É o poder da água que acalma o fogo.
É o poder do dendê que harmoniza e equilibra a força advinda de Exu.
Minhas saudações também a você, Iyami Oxorongá,
Que matam sem usar armas.
Refere-se ao poder que as mães têm sobre a vitalidade das pessoas. As mães detentora da vitalidade, da seiva das plantas e do sangue dos animais e dos homens, são detentoras, portanto, de poder sobre a vida e a morte.
São vocês as donas da madrugada.
Eu saúdo as encruzilhadas, que ligam o mundo visível ao mundo invisível!
Minhas saudações a vocês!
Iyami Oxorongá, não me abandonem,
Eu também não abandonarei minha devoção a vocês, nem faltarei com a minha responsabilidade.
Aquele que trai a terra, que a terra o leva embora.
Exu senhor do axé dos orixás,
É quem firmou nosso pacto de fidelidade com a terra a beira do rio Òdàlèbèrù,
Refere-se ao fato de Exu ter firmado um pacto das pessoas com Iyami Oxorongá à beira de um rio denominado Òdàlèbèrù, que significa: o traidor se atemoriza, sugerindo, pois, que todos que romperam o pacto tremerão de medo das conseqüências dessa ruptura.
Junto às árvores sagradas yèyé e pèrègún,
Refere-se ao fato de exu ter firmado esse pacto das pessoas com Iyami Oxorongá também na proximidade das árvores sagradas yèyé e pèrègún. Yèyé e pèrègún são árvores sagrada, de grande vitalidade, consagradas as Iyami Oxorongá (e a outros orixás), são árvores dotadas de axé de longevidade e fertilidade.
Vejam as águas desse rio:
Ela continua viva.
Refere-se à fertilidade a vitalidade do rio e da árvore. Essa vitalidade perdura graças ao fato de o pacto não ter sido rompido.
Vejam a árvore sagrada pèrègún planta à beira desse rio: essa continua viva.
As folhas dessa árvore não caíram. Estão vivas e vicejantes.
Exu, dê força a meu rio e a meu Eledá para que não me abandonem.
Eu saúdo as 201 divindades, mensageiras de Eledunmare.
Saúdo Exu, o famoso, de cujas mãos as divindades recebem o axé.
Legbará!
Primeira a ser criada, filho de Eledunmare,
Foi você quem fez o marido cair dentro do fogo,
Fez o amante da esposa cair ao lado da fogueira,
E fez a esposa cair morta no quintal de casa.
Exu é imparcial. Quando se estabelece uma situação de discórdia ele age com imparcialidade e todos os envolvidos nessa situação podem terminar destruindo a si mesmo. Em meio à confusão e à desordem nas relações a destruição pode ser múltipla e não apenas física.
Saudação a você, homem dinâmico e forte!
Não me prive do teu axé
E não permita que aquele que estiver privado do teu axé tombe perto de mim.
Oh! Exu, famoso eu te saúdo!
Sinto temor e respeito por você,
Você é venerável,
Eu te saúdo!
Oh! Rei dos veneráveis!
Somente quem não conhece todo o seu poder de ação
E que te chama de homem do porrete.
Quem não conhece a verdadeira natureza de Exu refere-se a ele de modo redutivo, de forma restrita ou mesmo pejorativa, ao mencionar apenas o fato de ele ser o homem do porrete.
Eu tenho um ori que me protege dos inimigos e me conduz à vitória.
Sou filho de Exu, o generoso
E peço que as adversidades desapareçam da minha vida.
Vocês, 201 divindades, veneráveis do universo,
Eu as saúdo!
Saúdo novamente o dia!
Que tem parentesco com a madrugada!
Oh! Senhor de hoje! Eu te saúdo!
Ah! Exu, esse infinito
Para onde dirijo o meu olhar,
Refere-se ao olhar voltado para o futuro, confiante no que o futuro lhe trará de bom.
Esse infinito que, iluminado pelo teu olhar, a meus olhos se carregam de esperanças.
Exu Odara, primeira estrela a ser criada,
Pertence a você
O axé dos ebós.
Quando eu fizer ebó,
Permite que ele tenha axé e seja bem aceito.
Você que se alimenta do ebó, permita que meu ebó seja aceito.
Eu saúdo o sol nascente,
Que é esposo da manhã!
Meu ori,
Meu Eledá,
Eu os saúdo!
A árvore nascida da floresta
Está sobre o ori da terra.
Observemos que a expressão está sobre o ori da terra indica que tudo que ocorre, ocorre sobre a terra e relaciona-se a essência do planeta.
O facão, trabalhando na terra, trabalha sobre o ori da terra.
O facão contribui para que a humanidade realize o seu destino. Refere-se à ação de Ogum, o herói civilizador, senhor dos metais e da forja. Nesse sentido, o facão trabalhando constitui uma imagem de construção civilizatória graças ao uso do ferro forjado.
A enxada, trabalhando sobre a terra, trabalha sobre o ori da terra.
E o destino do homem?
Também é sobre o ori da terra que trabalha o ori dos homens.
Os destinos individuais acham-se articulados ao destino coletivo da humanidade.
Legbará, eu te saúdo!
Que eu não escorregue sobre a terra.
Que ela não estremeça debaixo dos meus pés.
Que seja abençoado o meu caminhar. Esse caminhar que é orientado Por meu destino individual que, por sua vez, integra um destino coletivo, o destino do planeta.
O dendê quente é quem ouve a voz do àkàrà.
Para termos um àkàrà de boa qualidade é preciso que o dendê esteja bem quente.
Ou seja, cada ser necessita de condições favoráveis para a sua melhor manifestação e completa formação.
Legbará venha me ouvir!
A água é o primeiro elemento a ser saudado antes do inicio da pesca
A floresta é a primeira a ser saudada antes do inicio da caça.
Deve-se saudar a floresta antes de apanhar os pássaros.
Está se referindo, particularmente, aos pássaros sagrados em rituais e práticas de òògùn.
Quando uma pessoa chega próximo à árvore òro para apanhar seus frutos
Òro é uma das árvores sagradas de Iyami Oxorongá.
E não saúda
As Iyami Oxorongá,
Servindo-se do axé de Exu,
As mães pegam o ori dessa pessoa e o guardam em sua bolsa.
Quando uma pessoa apanha os frutos da árvore oro sem saudar as mães (e pedir sua licença), elas guardam o ori dessa pessoa, o que lhe acarreta perda de vitalidade, em função de não receber o seu axé.
Exu eu te saúdo!
Saúdo também minhas mães Oxorongá!
As louváveis, que pintam seus pés com osùn
E se alimentam de fígado e intestino.
Alimentar-se de fígado e intestino significa absorver todos os problemas das pessoas.
Significa também repor as energias perdidas.
Exu me proteja para que as Ìyá-mògún
Não guardem meu ori em sua bolsa.
Quando as Iyami Oxorongá guardam o ori de uma pessoa em sua bolsa, a pessoa fica desorientada, desnorteada, sem rumo e sem proteção das mães.
Para que eu viva por muito tempo, alcance maturidade e desenvolva sabedoria,
E seja grande o suficiente para que as coisas realizadas por mim perdurem.
Para que eu viva por muito tempo, envelheça e cumpra minha missão na vida.
E também vocês, 401 divindades,
Eu as saúdo!
Não estou lhes dando ordens.
Mas, ainda que eu esteja lhe dando ordens, visando um objetivo,
Não deixe de me atender,
Não se esqueçam de mim,
Porque a espiga de milho, ao nascer, não esqueça de deixar o seu pendão.
O axé dos orixás é o elemento que não pode faltar. A espiga de milho nunca nasce sem o seu pendão: são os cabelos do milho. O axé que faz o milho existir é o seu pendão, intimamente ligado a ele. O axé dos orixás acha-se tão preso à vida dos seres, quanto preso ao milho está o seu cabelo.
Oh! Famoso Exu eu te saúdo!
Para que tudo em minha vida seja favorável.
Para que tudo em minha vida seja perfeitamente harmonioso.
Quanto à água cristalina apanhada na fonte logo cedo de manhã!
Exu Odara, remova os obstáculos
Para eu poder passar.
Eu sou filho do poderoso venerável,
Que está a caminho.
Lálu, não monte em mim,
Nem monte sobre meu filho.
Refere-se à possibilidade de transmissão geracional de problemas.
Exu, homem baixinho, de múltipla personalidade,
Que fica no caminho da feira,
Exu, não me deixe desprovido do teu axé. Deixe outra pessoa.
Se alguém deve ficar desprovido do axé de Exu, que não seja eu, e sim o filho de outra pessoa. Que eu não fique desprovido das virtudes de Exu – ordem, disciplina, organização, paciência... Se alguém deve ficar desprovido dessas virtudes que não seja eu, e sim o meu oponente. A expressão filho de outra pessoa reporta a idéia de que outra pessoa sempre é filho de alguém e pertence, portanto, a uma determinada linhagem familiar. Esta afirmação carrega a intenção de atingir a força vital do adversário em sua raiz, dado que a fonte de força vital de alguém é a sua ancestralidade.
Exu, o famoso, eu te saúdo!
Para que as saudações sejam aceitas, oh! Exu, saudações!

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