
A ilustração a cima, mostra duas "baianas" numa rua do Rio de Janeiro do século XVIII. Note a variedade de panos-da-costa.O pano da costa é parte integrante da indumentária de baiana característica das ruas de Salvador, Pernanbuco, São Paulo e do Rio de Janeiro no século XVIII. Usado sobre os ombros o pano-da-costa teria como principal função, distinguir o posicionamento feminino nas comunidades afro-brasileiras. Geralmente retangular, o pano-da-costa é tradicionalmente branco ou bicolor (listrado ou em madras) podendo ser bordado ou com aplicações em rendas.


Pano-da-Costa atravessou o Atlântico há mais de 400 anos
O Pano-da-Costa é especialmente e de exclusividade das mulheres, somente elas pode usar este pano. Principalmente preso a cintura, pois o seu significado é que é do rito sagrado das mulheres iniciadas dentro do Awo dos terreiros de candomblé!! Um tecido que atravessou o Atlântico há mais de 400 anos. O Pano-da-Costa é um acessório sagrado nos rituais do Candomblé. Nos terreiros de todo o Brasil todos usam este “Pano da Costa”, no rito do candomblé tradicional. Assim mantém a tradição do Pano-da-Costa que leva este nome porque vinha da costa da África. Na língua Iorubá, a peça é chamada Alaká e era usada pelas negras escravizadas no Brasil.

O traje, feito em um tear simples, está culturalmente ligado à religião do Candomblé. Pouca gente conhece a técnica artesanal para fazer o Pano-da-Costa. Hoje estes panos existe de grande variedades de rendas, rechilie, lessy, panos hoje já trazidos da Nigéria e toda africa. Tem muitas lojas especializadas no ramo, para poder atender aos adeptos do Candomblé, é muito vendido os Panos-da-Costa para os adeptos, filhos e turistas que se encantam com a sua beleza e fareiedades de cores e tipos de feituras deste trabalho. O nome pode ter derivado de sua origem (a Costa do Marfim, na África) ou do fato dele ser usado preferencialmente jogado sobre os ombros e costas. As fantasias da ala de baianas das escolas de samba freqüentemente exibem panos-da-costa. Muitas vezes esses elementos são transfigurados para se adaptarem aos temas da roupa.

O pano-da-costa, de origem africana muito próximo ao africano, no vestuário das mulheres. Atualmente, ele é um tecido ritual utilizados pelas mães-de-santo, equedes e filhas-de-santo, identificando o posicionamento e os tipos de festas nas comunidades religiosas dos terreiros afro-brasileiros, notadamente nos de candomblés brasileiros.
A padronagem segue o modelo de origem africana com pequenas modificaçes na forma como são armados ou diagramados as listas ou os quadrículos, bem como a combinaço de cores, cujo significado assume alta importância como elemento simbólico que identifica o orixá a quem pertence o pano.

O pano-da-costa, de significado religioso e social, é peça fundamental na composição das roupas dos rituais de candomblé; envolve, assim úm importante segmento da população de terreiros: o povo de santo ou comunidades de terreiro. introduzido no Brasil pelos africanos, ficou conhecido como pano-da-costa porque vinha da Costa do Marfim. Os primeiros foram importadfos da África, onde são denominados Alaká ou Pano de Alaká. Mais tarde passaram a ser tecidos comuns do Brasil por escravos ou por seus descendentes.
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