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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

"O PANO DE COSTA"



A ilustração a cima, mostra duas "baianas" numa rua do Rio de Janeiro do século XVIII. Note a variedade de panos-da-costa.O pano da costa é parte integrante da indumentária de baiana característica das ruas de Salvador, Pernanbuco, São Paulo e do Rio de Janeiro no século XVIII. Usado sobre os ombros o pano-da-costa teria como principal função, distinguir o posicionamento feminino nas comunidades afro-brasileiras. Geralmente retangular, o pano-da-costa é tradicionalmente branco ou bicolor (listrado ou em madras) podendo ser bordado ou com aplicações em rendas.




Pano-da-Costa atravessou o Atlântico há mais de 400 anos
O Pano-da-Costa é especialmente e de exclusividade das mulheres, somente elas pode usar este pano. Principalmente preso a cintura, pois o seu significado é que é do rito sagrado das mulheres iniciadas dentro do Awo dos terreiros de candomblé!! Um tecido que atravessou o Atlântico há mais de 400 anos. O Pano-da-Costa é um acessório sagrado nos rituais do Candomblé. Nos terreiros de todo o Brasil todos usam este “Pano da Costa”, no rito do candomblé tradicional. Assim mantém a tradição do Pano-da-Costa que leva este nome porque vinha da costa da África. Na língua Iorubá, a peça é chamada Alaká e era usada pelas negras escravizadas no Brasil.



O traje, feito em um tear simples, está culturalmente ligado à religião do Candomblé. Pouca gente conhece a técnica artesanal para fazer o Pano-da-Costa. Hoje estes panos existe de grande variedades de rendas, rechilie, lessy, panos hoje já trazidos da Nigéria e toda africa. Tem muitas lojas especializadas no ramo, para poder atender aos adeptos do Candomblé, é muito vendido os Panos-da-Costa para os adeptos, filhos e turistas que se encantam com a sua beleza e fareiedades de cores e tipos de feituras deste trabalho. O nome pode ter derivado de sua origem (a Costa do Marfim, na África) ou do fato dele ser usado preferencialmente jogado sobre os ombros e costas. As fantasias da ala de baianas das escolas de samba freqüentemente exibem panos-da-costa. Muitas vezes esses elementos são transfigurados para se adaptarem aos temas da roupa.



O pano-da-costa, de origem africana muito próximo ao africano, no vestuário das mulheres. Atualmente, ele é um tecido ritual utilizados pelas mães-de-santo, equedes e filhas-de-santo, identificando o posicionamento e os tipos de festas nas comunidades religiosas dos terreiros afro-brasileiros, notadamente nos de candomblés brasileiros.
A padronagem segue o modelo de origem africana com pequenas modificaçes na forma como são armados ou diagramados as listas ou os quadrículos, bem como a combinaço de cores, cujo significado assume alta importância como elemento simbólico que identifica o orixá a quem pertence o pano.



O pano-da-costa, de significado religioso e social, é peça fundamental na composição das roupas dos rituais de candomblé; envolve, assim úm importante segmento da população de terreiros: o povo de santo ou comunidades de terreiro. introduzido no Brasil pelos africanos, ficou conhecido como pano-da-costa porque vinha da Costa do Marfim. Os primeiros foram importadfos da África, onde são denominados Alaká ou Pano de Alaká. Mais tarde passaram a ser tecidos comuns do Brasil por escravos ou por seus descendentes.

IYAWOS QUE SE TORNARAM EBON EM NOSSO ILE ASE



É A PEQUENA E MARAVILHOSA OSERINMAGBO, JULHIA T'OSOGIYAN, FAZENDO UMA PEQUENA PAUSA PARA UM CLICK... PARA NÓS!!!
É O NOSSO FUTURO...EGBE!!!



VISTA PARCIAL DO SIRE NO FESTIVAL DE SANGO, CUIABÁ-MT.-BR.



COM MUITO CARINHO QUE AGRADEÇEMOS A PRESENÇA DESTA COMITIVA ESPETACULAR, MOISÉIS T'OSUNMARE E SEUS FILHOS, IYAWOS, OGAN, EKEJI, QUE VIERAM DE CAMPO GRANDE-MS., PARA PRESTIGIAR O FESTIVAL DE SANGO, EM NOSSO ILE ASE!!!!
ODUNPE.....



AQUI O IPERILODE EDELSON T'ODE, OGAN CLAUDINHO E OGAN RICARDO, QUE VIERAM DE SÃO PAULO PARA TOCAR E PRESTIGIAR AS OBRIGAÇÕES DO FESTIVAL DE SANGO EM CUIABÁ-MT-BR!!
ODUNPÉ....



AQUI OS DOIS FILHOS QUERIDOS DE NOSSO AXÉ, HOJE EBON DO ILE ASE EGBE KETU, OMO ORISA ODÉ JANDER T'SANGO E DARIO T'SANGO, PESSOAS MARAVILHOSAS QUE VIERAM ENGRANDECER O NOSSO CANDOMBLÉ DE CUIABÁ-MT-BR!!!!

IBA A SAUDAÇÃO SAGRADA DO POVO YORUBA



IBA, É UMA SAUDAÇÃO SAGRADA DO POVO YORUBA, TIREI DE UM TRECHO DO LIVRO DE SIKIRÚ SALAMI (KING)- EXU !

" ÌBÀ ÈSÙ "


Ilê ógéré, ´íbá
Íwo náá ni a ó kókó te,
Ki á to te omi,
Èsù òdàrà, ìbà
Ìbà ògànjó
Ìbà àsèsèyo òòrùn
Ìbà ìwo òòrùn
Ìbà akódá
Ìbà asèdá,
Ti nse ebora ayé
Ìbà Èsù ni á ´njú,
Ki á tò bo Òrìsà,
Mo dúró, mo júbà, Èsù
Mo bèrè, mo júbà, Èsù
Mo dòbálè, mo júbà, Èsù
Mo júbà okùnrin
Mo júbà obìrin,
Mo júbà omodé,
Mo júbà àgbà
Ìbà gbogbo yín kí ´nto mú awo se
Mo wá láti wá júbà re, Èsù
Alágbára aláse Omo Elédùnmarè
Ìbà ni tíre o, Elégbara
Ìbà ni tíre o, Èsù
Á! Ìwo Elégbara
Ebora Olówó ìjà
Asòtún, sòsì,
Láì nì ìtíjú
Ésù Òdàrà jé òwúrò mi ó sàn mi.
Èsù Òdàrà jé alé mi ó sàn mi
Èsù Òdàrà ti ´njé Látoopa
Elépo lénu
Òdàrà ti ´njé Elégbàrà
Ayí kóndú sí èyìn eléyìn
Okùnrin ònà,
Okùrin Ogun
Onílé Oríta
Àgbà Òrìsà a sòrò àná di òmíràn
Láaróyè o!
Omi lèrò Iná
Epo lèrò Èsù
Ìbá mi nàá fún èyìn ìyá mi òsòròngà
Apani máyoda;
Olókìkí òru
Ìkóríta méta áyé tòun òrun, ìbà
Eyìn ayé e má da ilé mi o
Nkò ní dá ti yìn náà o
Ení bá dalè, kì ilè mú loo o
Èsù Aláse òrìsà
Òun ló se alákòso wá
Létí odò òdáleberu
Légbé yèyé àti pèrègún
Omo odò náà re o,
Kò tìí gbé o
Yèyé etí odò náà re o
Kò tìí gbé o
Pèrègún etí odò nàá re o
Kò tìí gbé o
Ewé orí won-on kò tí wo ewé o,
Èsù má je orí mi, elédàá mi
O sín mí sílé o.
Mo tún nfìbà fún àwon òkànlènígba imalè
Tí won ´nse òjísé Elédùnmarè
Ìbà Èsù Láàlú
Eni ti é ngba àse lówó ré
Légbara
Ìrawo àkóda
Omo Elédùnmaré
Ìwo ló pa oko sínú Iná
Ó pa ale si ìdi àrò
Ó tún wá pa íyàwó si eyìn ilé
Ìbà re, Èbìtì okùnrin
Má pa mi,
Má si pa ènìyàn, símí lórùn o,
Èsù Láàlú, mo yílè
Èrù re ba mi,
Ìwo ebora, olówó èjè,
Mo júbà re o,
Oba àwon imalè
Eni ti kò mò é,
Ní ´npè é, ní oníkùmo
Èmi nì orìgbémilékè
Omo Èsù Òdàrà,
Ki ohun burúkú ó parada láyé mi o
Èyin okànlènígba ebora inú ayé
Ìbà yín o
Mo tùn júbà ogànjó
Tí nse Omo ìyá òru
Olójó òní ìbà,
Èsù gànràngàràn
Ti mo nwò yìí
Ti nse aya ojú, ìbà
Èsù Òdàrà ìràwò àkódá
Sebí ìwo ló ni
Àse ebo lówó
Bí nba rúbo nkó o ?
Jê ebo mi ó dà o
A jebo, jê ebo mi ó dà, a jebo
Mo tún njúbà òÒrùn
Èyí ti nse aya òwúrò kùtú
Orí mi
Elédàá mi
Ìbà re o
Igi hu nínú igbó
Orí ilè ni
Ada nsisé, orí ilê ni
Oko nsisé orí ilê ni
Àyànmó nàá nkó o,
Orí ilè nàá ni
Lègbara mo júbà re o
Má jê ilê yìí ó yo,
Móó mi lese o,
Agbada níí ngbó ohùn àkàrà,
Légbara wá gbo ohún mi o
Ìbà omi ni à njù, ki á to sode
Ìbà náà ni à njú, ki á to pa eye
Bi omodé ba dé ibi òrò
Láì juba, àwon Ìyá- mògún
Àwon Ìyá-mògún
Pélù àse Èsù Òdàrà
Wón a fi orí e télè àpò
Èsù Láàlú mo juba re o
Mo tún júbà èyin Ìyá mi Òsòròngà
Òpìkí elésè osùn
Ajèfun jèdò
Èsù má jèé àwon Ìyá-mògún
Fí orí télè àpó
Ki nlè gbó, bi ogbó
Ki ntó
Ki ojó ayé mi ó dale o,
Eyìn òkànlénírinwó imalè náà nkó ó?
Ìbà ní mo njé
Isé kó ni mo rán yin
Bi mo tilè rán yin
E má se àì kò jé mi o
E má gbàgbé mi o,
Àgbàdo ki pa Omo kó gbàgbé ìrùkèrè
Èsù Láàlú,l ìbà re o
Je ilê ayé mi ó sàsn mi
Ki o tu mi nègennègen
Mi omi ódò afòwúrò pon o
Èsù Òdàrà kásè nlè,
Ki nríbi lo,
Èmi lomo àró gìdìgbà
Ti ´nbò lona.
Láàlú, má tun jokòó Le Omo mi
Èsù má se mi, Omo elómíràn ni o se
Èsù Láàlú mo júbà re o
Ìbà àyé o, Ìbà Èsù.

Saudação a Iba Exu

Terra, cujo poder se espalha por todo o universo, eu te saúdo!
É sobre você que se caminha primeiro,
Antes de se entrar na água.
Exu Odara eu te saúdo!
Eu saúdo a madrugada!
Saúdo o sol nascente!
Saúdo o sol poente!
Saúdo os primórdios da existência!
Saúdo os criadores da existência!
Eles são os veneráveis do universo.
Eu saúdo Exu, que deve ser louvado
Antes dos demais orixás.
Em pé, eu saúdo Exu.
Agachado, eu saúdo Exu.
Prostrado no chão (dando ìdòbálé), eu saúdo Exu.
Eu saúdo a força vital masculina!
Saúdo a força vital feminina!
Saúdo a força vital das crianças!
Saúdo a força vital dos anciãos e sábios!
Saúdo a todos vocês antes de iniciar o awô!
Antes de iniciar os rituais.
Venho especialmente saudar você Exu,
O poderoso, senhor do axé, filho de Eledunmare.
Esta saudação é pra você Elegbara!
Oh! Esta saudação é pra você Exu!
Ah! Você Elegbara,
O venerável que detém em suas mãos o poder de gerar e apaziguar discórdias,
Que joga tanto do lado direito quando do esquerdo,
Sem nenhum constrangimento.
Exu, que está sempre presente, ou imparcialmente, dos dois lados. Tanto do lado vencedor, quanto do lado do derrotado. Protege o agressor e a vítima.
Exu Odara, faça com que minha manhã me seja favorável!
Minha manhã: refere-se à juventude ou ao início de um trabalho ou de uma jornada.
Exu Odara faça com que minha noite me seja favorável!
Minha noite: refere-se a velhice ou a conclusão de um trabalho ou de uma jornada.
Denota ter consciência e contato diário com o fato de a vida ser organizadas em ciclos e de ser a morte uma certeza.
Exu Odara que se chama Latopá!
Que come dendê.
O dendê neutraliza energias negativas e acalma ânimos, favorecendo, assim, a apreensão dos acontecimentos. Exu ao receber dendê, adquire condições para neutralizar as energias negativas, revigorara as positivas e favorecer a apreensão do sentido das coisas, ou seja, cria condições para que a pessoa julgue com discernimento.
Odara, que se chama Legbára,
Que pousa nas costas dos outros.
Pousa nas costas dos outros: expressão cujo sentido é o de acompanhar para indicar os caminhos e para defender.
O homem dos caminhos.
O homem da guerra,
Guerra, neste contexto, significa todo e qualquer desafio da existência.
Que zela pelo tempo e pelo espaço, cuida das casas e das encruzilhadas.
Orixá velho que altera os acontecimentos do passado.
Exu altera acontecimentos do passado, isto é, favorecer a recuperação do que foi perdido e transforma tristezas em alegrias.
Oh! Laroiê!
É o poder da água que acalma o fogo.
É o poder do dendê que harmoniza e equilibra a força advinda de Exu.
Minhas saudações também a você, Iyami Oxorongá,
Que matam sem usar armas.
Refere-se ao poder que as mães têm sobre a vitalidade das pessoas. As mães detentora da vitalidade, da seiva das plantas e do sangue dos animais e dos homens, são detentoras, portanto, de poder sobre a vida e a morte.
São vocês as donas da madrugada.
Eu saúdo as encruzilhadas, que ligam o mundo visível ao mundo invisível!
Minhas saudações a vocês!
Iyami Oxorongá, não me abandonem,
Eu também não abandonarei minha devoção a vocês, nem faltarei com a minha responsabilidade.
Aquele que trai a terra, que a terra o leva embora.
Exu senhor do axé dos orixás,
É quem firmou nosso pacto de fidelidade com a terra a beira do rio Òdàlèbèrù,
Refere-se ao fato de Exu ter firmado um pacto das pessoas com Iyami Oxorongá à beira de um rio denominado Òdàlèbèrù, que significa: o traidor se atemoriza, sugerindo, pois, que todos que romperam o pacto tremerão de medo das conseqüências dessa ruptura.
Junto às árvores sagradas yèyé e pèrègún,
Refere-se ao fato de exu ter firmado esse pacto das pessoas com Iyami Oxorongá também na proximidade das árvores sagradas yèyé e pèrègún. Yèyé e pèrègún são árvores sagrada, de grande vitalidade, consagradas as Iyami Oxorongá (e a outros orixás), são árvores dotadas de axé de longevidade e fertilidade.
Vejam as águas desse rio:
Ela continua viva.
Refere-se à fertilidade a vitalidade do rio e da árvore. Essa vitalidade perdura graças ao fato de o pacto não ter sido rompido.
Vejam a árvore sagrada pèrègún planta à beira desse rio: essa continua viva.
As folhas dessa árvore não caíram. Estão vivas e vicejantes.
Exu, dê força a meu rio e a meu Eledá para que não me abandonem.
Eu saúdo as 201 divindades, mensageiras de Eledunmare.
Saúdo Exu, o famoso, de cujas mãos as divindades recebem o axé.
Legbará!
Primeira a ser criada, filho de Eledunmare,
Foi você quem fez o marido cair dentro do fogo,
Fez o amante da esposa cair ao lado da fogueira,
E fez a esposa cair morta no quintal de casa.
Exu é imparcial. Quando se estabelece uma situação de discórdia ele age com imparcialidade e todos os envolvidos nessa situação podem terminar destruindo a si mesmo. Em meio à confusão e à desordem nas relações a destruição pode ser múltipla e não apenas física.
Saudação a você, homem dinâmico e forte!
Não me prive do teu axé
E não permita que aquele que estiver privado do teu axé tombe perto de mim.
Oh! Exu, famoso eu te saúdo!
Sinto temor e respeito por você,
Você é venerável,
Eu te saúdo!
Oh! Rei dos veneráveis!
Somente quem não conhece todo o seu poder de ação
E que te chama de homem do porrete.
Quem não conhece a verdadeira natureza de Exu refere-se a ele de modo redutivo, de forma restrita ou mesmo pejorativa, ao mencionar apenas o fato de ele ser o homem do porrete.
Eu tenho um ori que me protege dos inimigos e me conduz à vitória.
Sou filho de Exu, o generoso
E peço que as adversidades desapareçam da minha vida.
Vocês, 201 divindades, veneráveis do universo,
Eu as saúdo!
Saúdo novamente o dia!
Que tem parentesco com a madrugada!
Oh! Senhor de hoje! Eu te saúdo!
Ah! Exu, esse infinito
Para onde dirijo o meu olhar,
Refere-se ao olhar voltado para o futuro, confiante no que o futuro lhe trará de bom.
Esse infinito que, iluminado pelo teu olhar, a meus olhos se carregam de esperanças.
Exu Odara, primeira estrela a ser criada,
Pertence a você
O axé dos ebós.
Quando eu fizer ebó,
Permite que ele tenha axé e seja bem aceito.
Você que se alimenta do ebó, permita que meu ebó seja aceito.
Eu saúdo o sol nascente,
Que é esposo da manhã!
Meu ori,
Meu Eledá,
Eu os saúdo!
A árvore nascida da floresta
Está sobre o ori da terra.
Observemos que a expressão está sobre o ori da terra indica que tudo que ocorre, ocorre sobre a terra e relaciona-se a essência do planeta.
O facão, trabalhando na terra, trabalha sobre o ori da terra.
O facão contribui para que a humanidade realize o seu destino. Refere-se à ação de Ogum, o herói civilizador, senhor dos metais e da forja. Nesse sentido, o facão trabalhando constitui uma imagem de construção civilizatória graças ao uso do ferro forjado.
A enxada, trabalhando sobre a terra, trabalha sobre o ori da terra.
E o destino do homem?
Também é sobre o ori da terra que trabalha o ori dos homens.
Os destinos individuais acham-se articulados ao destino coletivo da humanidade.
Legbará, eu te saúdo!
Que eu não escorregue sobre a terra.
Que ela não estremeça debaixo dos meus pés.
Que seja abençoado o meu caminhar. Esse caminhar que é orientado Por meu destino individual que, por sua vez, integra um destino coletivo, o destino do planeta.
O dendê quente é quem ouve a voz do àkàrà.
Para termos um àkàrà de boa qualidade é preciso que o dendê esteja bem quente.
Ou seja, cada ser necessita de condições favoráveis para a sua melhor manifestação e completa formação.
Legbará venha me ouvir!
A água é o primeiro elemento a ser saudado antes do inicio da pesca
A floresta é a primeira a ser saudada antes do inicio da caça.
Deve-se saudar a floresta antes de apanhar os pássaros.
Está se referindo, particularmente, aos pássaros sagrados em rituais e práticas de òògùn.
Quando uma pessoa chega próximo à árvore òro para apanhar seus frutos
Òro é uma das árvores sagradas de Iyami Oxorongá.
E não saúda
As Iyami Oxorongá,
Servindo-se do axé de Exu,
As mães pegam o ori dessa pessoa e o guardam em sua bolsa.
Quando uma pessoa apanha os frutos da árvore oro sem saudar as mães (e pedir sua licença), elas guardam o ori dessa pessoa, o que lhe acarreta perda de vitalidade, em função de não receber o seu axé.
Exu eu te saúdo!
Saúdo também minhas mães Oxorongá!
As louváveis, que pintam seus pés com osùn
E se alimentam de fígado e intestino.
Alimentar-se de fígado e intestino significa absorver todos os problemas das pessoas.
Significa também repor as energias perdidas.
Exu me proteja para que as Ìyá-mògún
Não guardem meu ori em sua bolsa.
Quando as Iyami Oxorongá guardam o ori de uma pessoa em sua bolsa, a pessoa fica desorientada, desnorteada, sem rumo e sem proteção das mães.
Para que eu viva por muito tempo, alcance maturidade e desenvolva sabedoria,
E seja grande o suficiente para que as coisas realizadas por mim perdurem.
Para que eu viva por muito tempo, envelheça e cumpra minha missão na vida.
E também vocês, 401 divindades,
Eu as saúdo!
Não estou lhes dando ordens.
Mas, ainda que eu esteja lhe dando ordens, visando um objetivo,
Não deixe de me atender,
Não se esqueçam de mim,
Porque a espiga de milho, ao nascer, não esqueça de deixar o seu pendão.
O axé dos orixás é o elemento que não pode faltar. A espiga de milho nunca nasce sem o seu pendão: são os cabelos do milho. O axé que faz o milho existir é o seu pendão, intimamente ligado a ele. O axé dos orixás acha-se tão preso à vida dos seres, quanto preso ao milho está o seu cabelo.
Oh! Famoso Exu eu te saúdo!
Para que tudo em minha vida seja favorável.
Para que tudo em minha vida seja perfeitamente harmonioso.
Quanto à água cristalina apanhada na fonte logo cedo de manhã!
Exu Odara, remova os obstáculos
Para eu poder passar.
Eu sou filho do poderoso venerável,
Que está a caminho.
Lálu, não monte em mim,
Nem monte sobre meu filho.
Refere-se à possibilidade de transmissão geracional de problemas.
Exu, homem baixinho, de múltipla personalidade,
Que fica no caminho da feira,
Exu, não me deixe desprovido do teu axé. Deixe outra pessoa.
Se alguém deve ficar desprovido do axé de Exu, que não seja eu, e sim o filho de outra pessoa. Que eu não fique desprovido das virtudes de Exu – ordem, disciplina, organização, paciência... Se alguém deve ficar desprovido dessas virtudes que não seja eu, e sim o meu oponente. A expressão filho de outra pessoa reporta a idéia de que outra pessoa sempre é filho de alguém e pertence, portanto, a uma determinada linhagem familiar. Esta afirmação carrega a intenção de atingir a força vital do adversário em sua raiz, dado que a fonte de força vital de alguém é a sua ancestralidade.
Exu, o famoso, eu te saúdo!
Para que as saudações sejam aceitas, oh! Exu, saudações!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

FOGUEIRA T'AYIRA DE 2012

A Fogueira de Xangô
São duas as partes em que a cerimônia pode ser dividida: uma onde é acesa uma fogueira em homenagem a Xangô, realizada na parte externa do terreiro, e outra no barracão, onde se realizam as danças e louvações aos Orixás Xangô teria sido o quarto rei da cidade de Oyó (Nigéria), que foi o mais poderoso dos impérios iorubás.




Após sua morte, foi divinizado, como era comum acontecer com os grandes reis e heróis daquele tempo e lugar, e seu culto passou a ser o mais importante da sua cidade, a ponto de o rei de Oyó, a partir daí, ser o seu primeiro sacerdote.




Mas sua história começa um pouco antes: Um guerreiro chamado Oduduwa, que vinha de uma cidade do Leste, invadiu com seu exército a capital de um povo então chamado Ifé e se tornou seu governante, mudando o nome da cidade para Ilê-Ifé.




Oduduwa teve um filho chamado Acambi, que teve sete filhos. O sétimo foi Oraniã, que foi rei da cidade Oyó.




Um dos filhos de Oraniã tinha o nome Xangô, e era o grande guerreiro que governava Kossô, pequena cidade localizada nas cercanias da capital Oyó.




Xangô um dia destronou o irmão Ajacá-Dadá, e o exilou como rei de uma pequena e distante cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios, chamada coroa de Baiani.




Xangô um dia destronou o irmão Ajacá-Dadá, e o exilou como rei de uma pequena e distante cidade, onde usava uma pequena coroa de búzios, chamada coroa de Baiani.




O rei Xangô, que depois seria conhecido por Trovão, sempre procurava descobrir novas armas para com elas conquistar novos territórios. Quando não fazia a guerra, cuidava de seu povo.




No palácio recebia a todos e julgava suas pendências, resolvendo disputas, fazendo justiça. Um dia mandou sua esposa Yansan ir ao reino vizinho e de lá trazer para ele uma tal poção mágica.




Yansan foi e encontrou a mistura mágica, que tratou de transportar numa cabacinha. Por ser curiosa, Yansan provou da poção e achou o gosto ruim. Quando cuspiu o gole que tomara, entendeu o poder do poderoso líquido: ela cuspiu fogo! Xangô ficou entusiasmadíssimo com a nova descoberta.




Se ele já era o mais poderoso dos homens, o que dirá agora, que tinha a capacidade de botar fogo pela boca. Quem resistiria? O Obá de Oyó subiu a uma elevação, levando a cabacinha mágica, e lá do alto começou a lançar seus assombrosos jatos de fogo.




Os disparos incandescentes atingiram a terra chamuscando árvores, incendiando pastagens, fulminando animais. O povo, amedrontado, chamou aquilo de raio. Da fornalha da boca de Xangô, o fogo que jorrava provocava as mais impressionantes explosões.




De longe, o povo escutava os ruídos assustadores, que acompanhavam as labaredas expelidas por Xangô. Aquele barulho intenso, aquele estrondo fenomenal, que a todos atemorizava e fazia correr, o povo chamou de trovão. Mas a sorte foi ingrata. Num daqueles exercícios com a nova arma, o Obá errou a pontaria e incendiou seu próprio palácio. Do palácio, o fogo se propagou de telhado em telhado, queimando todas as casas da cidade.




Em minutos, a orgulhosa cidade de Oyó virou cinzas. Os conselheiros do reino se reuniram para destituir Xangô. Ele se retirou para a floresta e numa árvore se enforcou. Sua morte teria sido injusta e por isso o Orun o acolheu como imortal. De todos os orixás que marcam a saga da cidade de Oyó, nenhum foi mais reverenciado que Xangô, mesmo quando Oyó passou a ser apenas um símbolo esfumaçado na memória dos atuais seguidores das religiões dos Orixás espalhados nos mais distantes países da diáspora africana do lado de cá e do lado de lá do oceano.




É enorme a importância que Xangô ocupa nas religiões africanas nas Américas, pois foi exatamente nesse momento histórico da chegada dos iorubás, que as religiões africanas se constituíram, no século XIX. Nascido da iniciativa de negros iorubás que se reuniam numa irmandade religiosa na igreja da Barroquinha, em Salvador, o primeiro templo iorubá da Bahia foi, emblematicamente, dedicado a Xangô.




Seus ritos, que em grande parte reproduziam a prática ritualística de Oió, acabaram por moldar a religião que viria a se constituir no candomblé. Ele é mais que história da África e mais que história do Brasil. Seu duplo machado visa a justiça para cada um dos lados. Suas pedras-de-raio são o santuário guardião das esperanças de tanta gente que padece em conseqüência das mazelas da sociedade: desemprego, falta de oportunidades, incompreensão e dificuldade no trabalho, escassez de meios de sobrevivência, perseguição e disputas insanas. Apelar a Xangô, para o devoto, é buscar alento.




Realimentar esperanças, prover-se de forças para a difícil aventura da vida. Mas no terreiro em festa, sob o roncar frenético dos tambores, a dança de Xangô não é tão somente demonstração de energia e de força marcial, de cadência e de vitalidade, mas igualmente harmonia, graça e sensualidade. Xangô é duro, mas também se identifica com o bom da vida. O paladar de Xangô não dispensa jamais o prazer da boa mesa, tanto é que suas oferendas devem ser sempre servidas em grande quantidade, pois Xangô aprecia que seus súditos comam muito e bem.




Seu prato predileto é o amalá, comida feita à base de quiabo, camarão, pimentas de várias qualidades, e tantos outros condimentos que são verdadeiras iguarias, utilizados pelas filhas-de-santo que muito apreciam e disputam a preparação da comida para os deuses.




A comida servida no terreiro serve também para “reunir gente”, e Xangô é o Orixá que mais as acolhe, pois toda corte é repleta de súditos e não seria diferente no terreiro, onde há sempre muita gente, muita dança e muita comida, bem de acordo com um rei. A "Fogueira de Xangô", faz parte da festa em celebração a este orixá.




São duas as partes em que a cerimônia pode ser dividida: uma onde é acesa uma fogueira em homenagem a Xangô, realizada na parte externa do terreiro, e outra no barracão, onde se realizam as danças e louvações aos Orixás. E sob o comando do Alabê, são entoados os cânticos que estabelecerão a relação entre os homens e as divindades. Os cânticos de Xangô são considerados como os mais tradicionais e próximos daqueles produzidos em seu local de origem, a África Ocidental. O ‘alujá’, ritmo preferido de Xangô impera nas cerimônias. Durante a primeira fase das celebrações dedicadas a Xangô, isto é, aquelas realizadas junto à fogueira, são entoadas as rezas do "Orixá do Fogo", um dos títulos atribuídos ao antigo Alafin de Oyó.





São inúmeras as rezas dedicadas a este Orixá. Na reza é saudado Aganju, o Alafin de Oyó, filho de Ajaká e sobrinho de Xangô. Iyaamassê, considerada sua mãe, é quem revela aos mortais, a pedra de raio, símbolo de seu poder, e encontrada ao pé da grande árvore. O brilho do raio e o barulho dos trovões lembram que Aganju vigia do Orun, a terra dos ancestrais, seus súditos e fiéis. O cântico permanecerá por muito tempo, e a cada vez, os vários nomes conhecidos de Xangô são entoados. Sucede a Aganju, no texto, Airá, depois Baru e outros, doze no total. As yawôs executam um bailado próprio desta cerimônia. Após a "Roda de Xangô", a cerimônia prossegue, louvando o "Orixá do Fogo", através de danças e cânticos a ele dedicados, num repertório que pode ultrapassar, segundo alguns, a mais de quatrocentas cantigas. A memória de Xangô, exerce uma função essencial na vida do povo-do-santo.


Fonte: BABALAWO IFALANA ANIFALAJE – GEORG T’ODÉ
Reginaldo Prandi

FESTIVAL DE OYA DE 2012

Deusa da espada de fogo, Dona das paixões, Iansã é a Rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais. Orixá do fogo, guerreira e poderosa. Mãe dos eguns, guia dos espíritos desencarnados, Senhora dos cemitérios.
Não é muito difícil depararmo-nos com a força da Natureza denominada Iansã (ou Oyá). Convivemos com ela, diariamente.



Iansã é o vento, a brisa que alivia o calor. Iansã é também o calor, a quentura, o abafamento. É o tremular dos panos, das árvores, dos cabelos. É a lava vulcânica destruidora. Ela é o fogo, o incêndio, a devastação pelas chamas.
Oyá é o raio, a beleza deste fenômeno natural. É o seu poder. É a eletricidade. Iansã está presente no ato simples de acendermos uma lâmpada ou uma vela. Ela é o choque elétrico, a energia que gera o funcionamento de rádios, televisões, máquinas e outros aparelhos. Iansã é a energia viva, pulsante, vibrante.



Sentimos Iansã nos ventos fortes, nos deslocamentos dos objetos sem vida. Orixá da provocação e do ciúme.
Iansã também é a paixão. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax, o orgasmo do homem e da mulher. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. A frase “estou apaixonado” tem a presença e a regência de Iansã, que é o Orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados. É o ciúmes doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão, propriamente dita.



Iansã é a disputa pelo ser amado. É a falta de medo das conseqüências de um ato impensado, no campo amoroso. É até mesmo a vontade de trair, de amar livremente. Iansã rege o amor forte, violento.
Oyá é também a senhora dos espíritos dos mortos, dos eguns, como se diz no Candomblé. É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma.
Iansã é a deusa dos cemitérios. Ela é a regente, juntamente com Omulu (ou Obaluaê), dos Campos Santos, pois comanda a falange dos eguns. Comanda também a falange dos Boiadeiros, encantados que são cultuados nas casas de Nação de Angola. Ela é sua rainha.
Como deus dos mortos, Iansã carrega consigo o eruxin, feito com rabo de cavalo, para impor respeito aos eguns, bem como a espada flamejante, que faz dela a guerreira do fogo.



É, sem dúvida, o Orixá mais popular e a mais querida no Candomblé.

Mitologia
Embora tenha sido esposa de Xangô, Iansã percorreu vários reinos e conviveu com vários reis. Foi paixão de Ogum, de Oxaguiam, de Exu, Conviveu e seduziu Oxossi, Logun-Edé e tentou, em vão, relacionar-se com Obaluaê. Sobre este assunto, a história conta que Iansã percorreu vários reinos usando sua inteligência, astúcia e sedução para aprender de tudo e conhecer igualmente a tudo.
Em Ire, terra de Ogum, foi a grande paixão do guerreiro. Aprendeu com ele o manuseio da espada e ganho deste o direito de usá-la. No auge da paixão Ogum , Iansã partiu, indo para Oxogbô, terra de Oxaguian. Conviveu e aprendeu o uso do escudo para se proteger de ataques inimigos, recebendo de Oxaguian o direito de usá-lo. Quando Oxaguian estava tomado pe paixão por




Oyá, ela partiu.
Pelas estradas deparou-se com Exu. Com ele se relacionou e aprendeu os mistérios do fogo e da magia. No reino de Oxossi, seduziu o deus da caça, mesmo com os avisos de sua mulher, Oxum, que avisara ao marido do perigo dos encantos de Iansã. Todavia, com Oxossi, Oyá aprendeu a caçar, a tirar a pele do búfalo e se transformar naquele animal, com a ajuda da magia aprendida com Exu. Seduziu o jovem Logun-edé , filho de Oxossi e Oxum e com ele aprendeu a pescar.
Iansã partiu, então, para o reino de Obaluaê, pois queria descobrir seus mistérios e até mesmo conhecer seu rosto (conhecido apenas por Nanã – sua mãe – e Iemanjá, mãe de criação). Uma vez chegando ao reino de Obaluaê, Iansã tratou de insinuar-se:
- Como vai o Senhor das Chagas?
No que Obaluaê respondeu:
- O que Oyá quer em meu reino?
- Ser sua amiga, conhecer e aprender, somente isso. E para provar minha amizade, dançarei para você a dança dos ventos!
(Dança que, por sinal, Iansã usou para seduzir reis como Oxossi, Oxaguian e Ogum).
Durante horas Iansã dançou, sem emocionar ou, sequer, atrair a atenção de Obaluaê. Incapaz de seduzir Obaluaê, que jamais se relacionou com ninguém, Iansã então procurou apenas aprender, fosse o que fosse. Assim, dirigiu-se ao homem da palha;
- Obaluaê, com Ogum aprendi a usar a espada; com Oxaguian, o escudo; com Oxossi aprendi a caçar; com logun-edé a pescar; com Exu aprendi os mistérios do fogo. Falta-me apenas aprender algo contigo.
- Você quer aprender mesmo, Oyá? Então, ensinar-lhe como tratar dos mortos!
De inicio Iansã relutou, mas seu desejo de aprender foi mais forte e, com Obaluaê, aprendeu a conviver com os eguns e controlá-los.
Partiu, então Oyá, para o reino de Xangô. Lá, acreditava, teria o mais vaidoso dos reis e aprenderia a viver ricamente. Mas, ao chegar ao reino do deus do trovão, Iansã aprendeu muito mais que isso... aprendeu a amar verdadeiramente e com um paixão violenta, pois Xangô dividiu com ela os poderes do raio e deu a ela o seu coração.

O fogo é o elemento básico de Iansã. O fogo das paixões, o fogo a alegria, o fogo que queima. Iansã é o Orixá do fogo...
E aquele que dão uma conotação de vulgaridade a essa belíssima e importantíssima divindade africana, é digna de pena e mais digna, ainda, do perdão de Iansã.

Dados
Dia: quarta feira
Data: 4 de Dezembro
Metal: Cobre
Cor: Marrom
Partes do corpo: fígado e o sangue.
Comida: acarajé, abará.
Arquétipo: É de pessoas audaciosas, poderosas e autoritárias, pessoas que podem ser fieis, de uma lealdade absoluta em certas circunstancias, mas que em moutros momentos, quando contrariadas em seus projetos e empreendimentos, deixam-se levar pelas manifestações da mais extrema cólera. Pessoas, enfim, cujos temperamentos sensual e voluptuosos podem levá-las a aventuras amorosas extra conjugais, múltiplas e freqüente, sem reservas de decência, mas que não as impedem de continuarem muito ciumentas com seus parceiros por elas mesma enganados.
Símbolos: espada de cobre e o eru (rabo de boi ou de búfalo)

FESTIVAL DE SANGO DE 2012

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ILE ASE EGBE KETU OMO ORISA ODÉ
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CASA DE BABA GEORG T'ODÉ




GRANDE INPÉRIO DE ODÉ




ILE ASE OFUNOBARA




INSTITUTO LUZDIA




QUEREMOS AGRADECER A TODOS PRESENTE E A TODAS PRESENTES EM NOSSO FESTIFAL!!!




AGRADECEMOS AOS FILHOS, OMO-ORISA, OMO-IFÁ, AMIGOS E PARENTES PELA HONROSA PRESENÇA!!!




AOS FAMILIARES QUE VIERAM VER OS ORIXAS!!




AOS OMO-ORIXAS QUE TOMARAM OBRIGAÇÕES!!!




A SUZANA T'SANGO PELA SUA ESCOLHA DE NOSSO ASÉ!!! IRE O O O ...




AOS EBONS JANDERSON E DARIO T'SANGO!!!




Estejamos diante do Orixá mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso porque foi ele o primeiro deus iorubano, por assim dizer, que pisou em terras brasileiras. É, portanto, o principal tronco dos candomblés do Brasil.

Xangô é o rei das pedreiras, Senhor dos coriscos e do trovão, Pai de justiça e o Orixá da política. Guerreiro, bravo e conquistador, Xangô também é conhecido como o Orixá mais vaidoso, entre os deuses masculinos africanos. É monarca por natureza e chamado pelo termo Oba, que significa rei. E é o Orixá que reina em Oyó, na Nigéria, antiga capital política daquele país.

No dia a dia encontramos Xangô nos fóruns, delegacias, ministérios políticos. Encontramos Xangô nas lideranças de sindicatos, associações, movimentos políticos, nos partidos políticos, nas campanhas políticas, enfim, em tudo que gera habilidade no trato das relações humanas ou nos governos, de um modo geral.

Xangô é a ideologia, a decisão, a vontade, a iniciativa. Xangô é a rigidez, a organização, o trabalho, a discussão pela melhora, o progresso cultural e social, a voz do povo, o levante, a vontade de vencer.

Xangô é a capacidade de organizar e pôr em prática os projetos de diferentes áreas, é a reunião de pessoas, para discutirem pontos e estratégias de trabalho. Xangô também é o sentido de realeza, a atitude imperial, monárquica. É o espírito nobre das pessoas, o chamado “sangue azul”, o poder de liderança.

Ele está presente nos trabalhos de jornalistas, escritores, advogados, juízes, promotores, delegados, investigadores, deputados, senadores, vereadores, sindicalistas, líderes comunitários, administradores, etc. É o líder, o monarca, o reformador.

Xangô também é representado pela pedreira. É a pedra – seja ela qual for – a rocha, o fogo interior da terra. É a lava do vulcão e é o próprio vulcão. Está presente em todos os lugares rochosos e arenosos e também muito ligado ao calor do sol. É o justiceiro da Natureza, aquele que manda castigar e que também castiga.

Xangô está presente em muitos momentos importantes de nossas vidas, como, por exemplo: na assinatura de contratos e distratos, nos telegramas, nas leis e decretos, na confecção de códigos, livros, almanaques, dicionários, nas decisões judiciais, na voz da prisão, na autoridade do professor, do policial, do juiz, do pai ou da mãe, tio, avô, irmão mais velho ou responsável. Xangô é a atitude digna, a fortaleza, a decisão final.

Saudamos Xangô no ribombar dos trovões, pois ali está sua voz. Sentimos sua presença nos raios e nos grandes incêndios, situações que, por sinal, são também regidas por Iansã.

Xangô rege a bravura, o senso justo e todo elemento rochoso do mundo.



Mitologia

Filho de Bayani e marido de Iansã, Obá e Oxum, Xangô nasceu para reinar, para ser monarca e, como Ogum, para conquistar e solidificar, cada vez mais, sua condição de rei.

Uma das lendas que mostra bem o senso de justiça de Xangô, é aquela conta a história de uma conquista, feita pelo deus do trovão.Xangô, acompanhado de numeroso exército, viu-se frente à frente com o exército inimigo. Seus opositores tinham ordens de não fazer prisioneiros, destruir o inimigo, desde o mais simples guerreiro até os ministros e o próprio Xangô. E, ao longo da guerra, foi exatamente o que aconteceu. Aqueles que caíam prisioneiros dos exércitos inimigos de Xangô eram executados sumariamente, sem dó ou piedade, sendo os corpos mutilados devolvidos para que Xangô visse o suposto poder de seu inimigo.

Batalhas foram travadas nas matas, nas encostas dos morros, nos descampados. Xangô perdeu muitos homens, sofreu grandes baixas, pois seus inimigos eram impiedosos e bárbaros.

Do alto da pedreira, Xangô meditava, elaborava planos para derrotar seu inimigo, quando viu corpos de seus fiéis guerreiros serem jogados ao pé da montanha, mutilados, com os olhos arrancados e alguns com a cabeça decepada.

Isto provocou a ira de Xangô que, num movimento rápido e forte chocou seu machado contra pedra, provocando faíscas tão fortes que pareciam coriscos. E quanto mais forte batia mais os coriscos ganhavam força e atingiam seu inimigo.

Tantas foram as vezes que Xangô bateu seu machado na rocha, tantos foram os inimigos vencidos. Xangô triunfara, saíra vencedor. A força de seu machado de emudeceu e acovardou inimigo.

Com os inimigos aprisionados, os ministros de Xangô clamaram por justiça, pedindo a destruição total dos opositores. Um deles lembrou Xangô:

- Vamos liquidá-los a todos. Eles foram impiedosos com nossos guerreiros!

- Não! – enfatizou Xangô – meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça! Os guerreiros cumpriam ordens, foram fiéis aos seus superiores e não merecem ser destruídos. Mas, os líderes sim, estes sofrerão a ira de Xangô.

E, levantando seu machado em direção ao céu, Xangô gerou uma seqüência de raios, destruindo os chefes inimigos e liberando os guerreiros, que logo passaram a servi-lo com lealdade e fidelidade.

Assim, Xangô mostrou que a justiça está acima de tudo e que, sem ela, nenhuma conquista vale a pena, e o respeito pelo rei é mais importantes que o medo.

Esse é Xangô que, apesar de ser grande guerreiro, justo e conquistador, detesta a doença, a morte e aquilo que já morreu. Xangô é avesso a eguns (espíritos desencarnados). Admite-se que ele é numa espécie de ímã de eguns, daí sua aversão a eles.

Xangô costuma entregar a cabeça de seus filhos a Obaluaê e Omulu sete meses antes da morte destes, tal grau de aversão que tem por doenças e coisas mortas.

O elemento fundamental de Xangô é o fogo.



Dados

Dia: quarta-feira;

Data: 29 de junho;

Metal: cobre, ouro e chumbo;

Cor: Vermelho e branco ou branco e marrom;

Partes do corpo: plexo solar, coração e as coronárias;

Comida: amalá (quiabo cortado) com rabada;

Arquétipo: sensuais e até agressivos, voluntariosos, qualidade de chefia e ansiosos pela posição de comando.

Símbolos: oses (machados), edun ará (pedra de raio), seré.





terça-feira, 22 de maio de 2012

PROJETO DE BONECAS NEGRAS DENTRO DA CULTURA DE TRADIÇÃO DA RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA

PROJETO DE BONECAS NEGRAS DENTRO DA CULTURA RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA!!!
O PANTEÃO AFRICANO, OS ORIXAS QUE SÃO MAIS CONHECIDOS DOS CANDOMBLÉS BRASILEIROS!!
PROJETO REALIZADO PELO " IMUNE " CUIABÁ - MT "




É COM GRANDE SATISFAÇÃO QUE AGRADECEMOS AO "IMUNE" E TODA A SUA COORDENAÇÃO, PELO GRANDE ESFORÇO QUE FIZERAM PARA TRAZER ATÉ NOS, ESTE PROJETO TÃO LINDO E MARAVILHOSO!!!




NÓS DO "LUZDIA" E DA CASA DE BABA GEORG DE ODÉ, FICAMOS SATISFEITO COM O RESULTADO DO PROJETO!!!!



AQUI COLOCAREMOS UMA PARTE DAS FOTOS DESTES PROJETOS MARAVILHOSO DE BONECAS NEGRAS DENTRO DA CULTURA RELIGIOSA DE MATRIZ AFRICANA, AQUI EM CUIABÁ - MATO GROSSO!!!!



QUEREMOS AGRADECER A TODOS OS PARTICIPANTES QUE FIZERAM AS SUAS BONECAS UMA MAIS LINDA QUE OUTRA !!!



SÓ TEMOS A AGRADECER AOS ORIXAS AO IMUNE PELO BRILHANTE TRABALHO QUE AQUI REALIZARAM!!!!



PARA VOCES APRECIAREM ESTE PROJETO ESPETACULAR!!!!



VEJAM AS VARIAÇÕES DE CADA BONECA!!



AS IDADES DOS PARTICIPANTES FORAM DE 05 ANOS ATÉ 60 ANOS!!!!



TIVEMOS OUTRAS ASSOCIAÇÕES QUE TAMBÉM VIERAM E PARTICIPARAM DESTE EVENTO!!!
QUE TAMBÉM QUEREMOS AGRADECER E DIZER QUE É ASSIM QUE CRESCEREMOS UNIDOS!!!




FOTOS DOS PARTICIPANTES DO PROJETO DE BONECAS NEGRAS !!!



REALIZADO PELO IMUNE E O INSTITUTO LUZES DA DIASPORA DE MATO GROSSO, " LUZDIA ".



HORA REALIZADO NA ASSOCIÇÃO CULTURAL E RELIGIOSA " ILE ASE EGBE KETU, OMO ORISA ODE "



" CASA DE BABA GEORG DE ODE "



" O GRANDE INPERIO DE ODÉ "